domingo, 23 de junho de 2013

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

"O amor é uma peste."
'Cem Anos de Solidão', de Gabriel García Márquez

Uma família peculiar, uma terra imaginária e uma profecia centenária são os ingredientes-base que dão forma a este 'Cem Anos de Solidão', de Gabriel García Márquez. Com uma escrita fluida e coerente, sempre cativante, o autor leva-nos numa viagem quase sem fôlego por gerações e gerações Buendía, com os seus romances, traições, loucuras, adultérios e incestos, entre momentos de pura felicidade a tragédias incontornáveis. E somos confrontados com uma espiral de sensações e reflexões sobre a condição humana e as escolhas que fazemos ao longo das nossas vidas. 

Os Buendía-Iguarán começam por ser José Arcadio e Úrsula, os primos que casam e dão início a uma estirpe de sete gerações, qual delas a mais interessante e característica. Depois seguimos tempos de guerra, relações amorosas, nascimentos e mortes, leituras de pergaminhos e mudanças de vida, desde a tarde em que o pequeno Coronel Aureliano foi levado pelo pai a conhecer o gelo. Cada novo capítulo nos oferece novos episódios da vida desta família que passa praticamente por todos os sonhos e desgraças do mundo.

Crítica completa no Espalha-Factos.


"Ninguém melhor do que ela para formar o homem virtuoso que haveria de restaurar o prestígio da família, um homem que nunca tivesse ouvido falar da guerra, dos galos de luta, das mulheres de má vida e das empresas delirantes, quatro calamidades que, segundo pensava Úrsula, tinham determinado a decadência da sua estirpe."

"Ela falava-lhe de Macondo como da aldeia mais luminosa e plácida do mundo, e de uma casa enorme a cheirar a orégãos, onde queria viver até ser velha com um marido ideal e dois filhos indómitos que se chamariam Rodrigo e Gonzalo, e em caso algum Aureliano e José Arcadio, e uma filha que se chamaria Virginia e em caso algum Remedios."


Uma árvore maravilhosa que conta toda a história :)

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