domingo, 18 de março de 2012

Heidegger/Arendt

Uma pessoa lê de tudo em CC. A meio do segundo ano apercebe-se de que há autores transversais a tantas ideias e ideologias, que acabam por ser falados inúmeras vezes em temas totalmente diferentes. É o caso de Hannah Arendt e Martin Heidegger, dois filósofos do século XX, verdadeiros mestres nestas coisas da comunicação, que se especializaram em áreas tão distintas umas das outras, no entanto todas elas relacionadas.

Já tinha ouvido falar num breve romance entre eles, mas desconhecia a história. Parece que, quando Arendt foi aluna de Heidegger, o professor deixou-se levar pelo brilhantismo da jovem judia e teve um caso com ela nas costas da esposa. Mas Heidegger era nazi e a ascensão do nazismo na Alemanha afastou-os, ideológica e fisicamente. Arendt é conhecida pelos seus relatos da vida em campos de concentração e Heidegger pela sua dedicação à causa hitleriana.

O filósofo ficou desgraçado depois da guerra, apenas Hannah se dispôs a ajudá-lo a recuperar - agora ela uma bem sucedida filósofa. A lealdade e a paixão pelo ex-professor sempre a cegaram; quanto a ele, sentia-se invejoso pelo sucesso dela. A sua relação era tensa. Pouco se sabe, mas diz-se que ele sempre a usou como um mero instrumento, enquanto ela fizera tudo por ele.

Bom, sabe-se lá se estas coisas são verdadeiras. Encontrei na internet. Mas achei uma história bem interessante. Uma leitura marginal, sem dúvida. Baseada em coisas académicas que me têm passado pelas mãos.

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